O 6º Batalhão da Polícia Militar do Acre contabiliza 146 mandados de prisão cumpridos no Vale do Juruá ao longo de 2026. O número foi divulgado pela corporação após mais duas capturas realizadas no fim de semana prolongado.
As prisões recentes ocorreram em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Marechal Thaumaturgo. Um dos casos envolveu crime de extorsão. Um dos mandados foi expedido pela vara de Rio Branco que trata de organizações criminosas e o outro, pela vara de Cruzeiro do Sul.
Abordagem de rotina e banco nacional
Segundo a Polícia Militar, a maior parte das capturas não nasce de operações específicas, mas da combinação entre abordagens de rotina e a consulta imediata ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), sistema que reúne todas as ordens de prisão em aberto expedidas pela Justiça brasileira.
Na prática, ao abordar alguém em uma blitz, em um patrulhamento ou em atendimento de ocorrência, o policial consulta o nome no sistema e, se houver mandado pendente, efetua a prisão na hora — mesmo que o procurado esteja em outro estado ou tenha mudado de município.
“O cumprimento das ordens judiciais durante abordagens de rotina tem contribuído para retirar de circulação pessoas procuradas pela Justiça. Já estamos com 146 mandados de prisões cumpridos somente neste ano de 2026”, afirmou o subcomandante da unidade regional, capitão Thales Campos.
Uma região com logística complexa
O 6º Batalhão cobre os municípios do Vale do Juruá, área marcada por longas distâncias, comunidades ribeirinhas e acesso fluvial a boa parte das localidades. Nesse cenário, a integração de sistemas ganha peso: sem a consulta digital, muitos procurados permaneceriam anos sem serem localizados.
A região também é rota de tráfico transnacional, por sua proximidade com a fronteira, o que explica a presença de mandados expedidos por varas especializadas em organizações criminosas.
Como denunciar
A população pode informar a localização de pessoas procuradas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181. Emergências devem ser comunicadas pelo 190. A identidade de quem denuncia é preservada por lei.
Com informações do ac24horas.
