Jordão: CRAS promove caminhada em alusão ao dia nacional de combate ao crime de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

O Cras ( Centro de Referência de Assistência Social) de Jordão prometeu nesta quinta-feira (18) uma  caminhada em alusão ao dia nacional de combate ao crime de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A data é comemorada em todo território brasileiro no dia de hoje.

O lema deste ano  é “Faça Bonito”. Este lema visa conscientizar a sociedade da importância de denunciar os crimes de abusos e exploração sexual no país. Milhares de crianças são vítimas deste tipo de crimes, contudo, muitos criminosos ficam impunes por falta de denúncias.

A psicóloga Daniella Galvão, uma das coordenadoras do evento na cidade, explica a importância da campanha e do ato. “A mobilização é para conscientizar as pessoas a não ficarem caladas diante de uma violência sexual com uma criança ou adolescente. Por isso, o nome “Faça bonito”; o fazer bonito é discar o 100 e denunciar! Não podemos permitir que tirem a infância de nossas crianças. Conscientizando as pessoas para cada vez mais denunciem e cada vez menos fiquem caladas, quem sabe o índice de violência sexual caia”, enfatizou.

Por que 18 de maio?

Neste dia, em 1973, uma menina de 8 anos, de Vitória (ES), foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado e os seus agressores nunca foram punidos.

Com a repercussão do caso, e forte mobilização do movimento em defesa dos direitos das crianças e adolescentes, 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Desde então, esse se tornou o dia para que a população brasileira se una e se manifeste contra esse tipo de violência.

O último dado divulgado pelo Ministério da  Justiça sobre violência sexual contra crianças e adolescentes foi em 2015. Somente os casos que foram registrados ultrapassou a casa dos 17 mil casos.

As meninas são as maiores vítimas, com 54% dos casos denunciados. A faixa etária mais atingida é a de 4 a 11 anos, com 40%. Meninas e meninos negros/pardos somam 57,5% dos atingidos.

Por Leandro Matthaus/Blog Tarauacá Agora

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